O deputado federal, presidente do União Brasil, ganhou a Seosp, o DER e a Sejucel
Para o governador, o PSD não deu muito certo, por isso ele iniciou as novas composições políticas
O governador Marcos Rocha, que também é presidente estadual do PSD, entregou nesta semana três secretarias ao presidente do União Brasil em Rondônia, o deputado federal Mauricio Carvalho: Obras (Seosp), Juventude e Esportes (Sejucel) e DER.
Na prática, Marcos Rocha abre caminho para voltar ao União Brasil, recompondo com Mauricio Carvalho. Vale lembrar que Mauricio não é apenas o presidente do UB. Ele manda no partido. Rocha ainda é o presidente do PSD, mas quem manda na legenda não é ele, e sim o ex-deputado federal Expedito Júnior.

Elias Rezende estava balançando na Secretaria de Estado de Obras (Seosp), e acabou caindo. No lugar dele o governador nomeou o advogado Victor de Oliveira Souza. O novo secretário trabalha há anos com Mauricio Carvalho, embora até então não tenha aparecido muito em público.
Elias era interino na Casa Civil, para que pudesse também dirigir a Seosp, onde, dizem, tem muitos negócios. Agora ele foi efetivado na Casa Civil.
No DER o deputado Mauricio Carvalho colocou Diego Muniz. Todo mundo que entende um pouco de política sabe que Diego é o braço direito de Mauricio. E o novo secretário é competente, sim. Além de político, ele é um excelente técnico.

E essa foi uma grande jogada. Mauricio busca composição com o governador eleito Marcos Rogério (PL), e pedirá uma secretaria, justamente o DER, onde já conseguiu colocar Diego Muniz. Assim, Mauricio Carvalho não pedirá para nomear o diretor, e sim para manter.

Na Sejucel o governador nomeou Godofredo Gonçalves Neto. Anteriormente ele era diretor da Funcultural, na prefeitura de Porto Velho. Ele também é aliado de Mauricio. Na Sejucel o governador fez justiça e nomeou Leticia Batista como adjunta. Ela era a adjunta, mas tinha sido exonerada para concorrer nas eleições deste ano. Agora, está de volta no governo.

Marcos Rocha nomeou como assessores os secretários que foram exonerados para abrir espaço nas novas negociações.




