Mais uma derrota do vice-governador

compartilhe esta postagem

Ministro nega a tese de perseguição política devido as exonerações na Vice-Governadoria

No Tribunal de Justiça de Rondônia o discurso de ‘neutralização institucional’ já havia encontrado resistência

O vice-governador de Rondônia colecionou mais um capítulo indigesto na sua peregrinação judicial contra o Governo do Estado. E, ao que tudo indica, o roteiro da vez terminou do mesmo jeito que o anterior: derrota. 

Na decisão assinada pelo ministro Nunes Marques, o Supremo Tribunal Federal simplesmente negou seguimento à reclamação apresentada por Sérgio Gonçalves da Silva, que tentava sustentar a tese de perseguição política devido às exonerações ocorridas na estrutura do gabinete da Vice-Governadoria. 

O argumento era ousado: enquadrar as exonerações promovidas pelo governador como uma espécie de “desvio de finalidade” semelhante ao debate travado nas ADPFs envolvendo o indulto presidencial concedido a Daniel Silveira. Só havia um detalhe inconveniente no caminho: o STF entendeu que os casos não tinham aderência jurídica suficiente sequer para sustentar a reclamação. 

Traduzindo do juridiquês para o português claro: o Supremo basicamente disse que não dá para pegar um precedente de crise institucional nacional e tentar encaixar, à força, numa disputa político-eleitoral regional. 

E aqui mora a ironia política do episódio.

Primeiro veio a derrota no Tribunal de Justiça de Rondônia, onde o discurso de “neutralização institucional” já havia encontrado resistência prática e jurídica. Depois, agora, a segunda pancada, desta vez no próprio STF, com o ministro deixando explícito que a reclamação não era o instrumento adequado para transformar alegações políticas em reconhecimento automático de perseguição institucional. 

No fim, o que era apresentado como uma grande tese constitucional acabou reduzido a algo bem menos épico: um conflito político interno que o Supremo se recusou a transformar em crise institucional.

E talvez esse seja o ponto mais simbólico da decisão.

Porque, em política, existe uma diferença brutal entre criar narrativa e conseguir sustentá-la juridicamente. A primeira depende de discurso. A segunda depende de prova.

E, pelo visto, até agora os tribunais têm deixado claro qual das duas coisas está faltando.

matérias relacionadas

Sandro Rocha é denunciado por corrupção e organização criminosa dentro do Detran

Denúncia aponta a existência de uma quadrilha chefiada por...

Se você foi multado no trânsito pode ser que não precise pagar a multa, pois ela é fanta

Sandro Rocha transformou motoristas e funcionários de TI em...

TCE identifica irregularidades em contrato de R$ 58 milhões sem licitação no Detran

Ministério Público de Contas requer suspensão imediata dos pagamentos...

Filha do senador JaimeajA Bagattoli diz esperar que Flávio Bolsonaro seja preso

Em polêmica postagem no Instagram, a filha do senador...

O L dentro da casa do senador Jaime Bagattoli

No caso do senador fazendeiro, o castigo não veio...
spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_img