Edivaldo Fogaça é o financeiro da Orcrim que desviou milhões da mídia. Ele é o homem o Pix e o maior laranja da quadrilha
O esquema começou em 2021, quando o então chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, fez um acordo para que Fogaça “assumisse” a mídia
Porto Velho – O desespero do vereador Everaldo Fogaça com a permanência do governador no cargo tem uma explicação: com Marcos Rocha (PSD) no CPA a quadrilha dos Fogaça não vai conseguir meter a mão novamente no dinheiro da mídia.
Nos corredores da Assembleia Legislativa vazou uma conversa que partiu da própria turma da Orcrim: a promessa que foi feita a Everaldo Fogaça, de que, assim que Sérgio Gonçalves assumisse, a quadrilha voltaria a operar dinheiro da mídia. Como Marcos Rocha decidiu permanecer no governo, adeus dinheiro a ser roubado.
A quadrilha de Everaldo Fogaça começou a ser formada em 2021, quando o ex-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, fez um acordo para que o vereador “assumisse” a mídia.
Everaldo Fogaça, então, começou a operar. Contratou o serviço de robôs para inflar acessos em sites fantasmas em nome de familiares, foi atrás de parceria com jornalistas donos de portais e colocou uma estrutura para receber ilicitamente mídia institucional.

Para que isso acontecesse, Everaldo Fogaça usou o irmão Edivaldo Alves Fogaça para receber as propostas de inserção (PI’s) e administrar os sites da quadrilha. Edivaldo Fogaça é o homem do Pix e o maior laranja da Orcrim. Ele se gaba de ser o pai do robô em Rondônia, vendendo esse serviço para um grande número de sites.
Fogaça mamou por anos, desviando milhões da mídia em dinheiro público, até a retirada dele por suspeitas de fraude. O Ministério Público está investigando.
Nos corredores do CPA circula que, na esperança de assumir o governo, o vice-governador Sérgio Gonçalves chegou a oferecer R$ 200 mil para quem o colocasse frente a frente com o governador Marcos Rocha. Até agora ninguém conseguiu ganhar esse dinheiro, porque Rocha não quer conversar com Sérgio.
De acordo com o que circula nos bastidores, Everaldo Fogaça reclamou do “prejuízo”. Na verdade, não é prejuízo, pois os sites da quadrilha não têm acesso para receber tanto dinheiro. Era desvio, roubo mesmo. Tinha site da Orcrim recebendo R$ 40 mil por mês.
E teria sido dito a Fogaça que ele deveria ficar tranquilo, pois, Marcos Rocha deixando o cargo, ele recuperaria todo o dinheiro em três meses.
Atualmente a quadrilha consegue operar somente na prefeitura de Porto Velho. Os valores repassados para a Orcrim em dezembro de 2025 são absurdos. O prefeito Léo Moraes deverá ser chamado no Ministério Público para ser informado da investigação. Hoje a quadrilha sobrevive apenas da prefeitura, por isso os sites do bando não atacam Léo Moraes.

