Aliança Estratégica: a extração de diamantes deve estar aliado ao desenvolvimento sustentável
Com a exploração, deve ser iniciado o reflorestamento na Terra Indígena Cinta Larga
Porto Velho – O cenário econômico e ambiental das terras indígenas em Rondônia ganha um novo contorno com a consolidação de uma parceria histórica. O Agro Indígena Nacional, sob a liderança da presidente Elisangela Lima, e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), representado pelo executivo Roldão Lima, formalizaram apoio integral ao projeto de reflorestamento e produção de cacau juntamente com Marcio Welder Ferreira, advogado do povo Cinta Larga.
A iniciativa surge como a resposta prática e sustentável à decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que autorizou a extração mineral regulamentada no território. O objetivo é claro: garantir que a mineração seja apenas o primeiro passo para uma economia perene e regenerativa.
O Protagonismo de Elisangela Lima e o Agro Indígena Nacional
Para Elisangela Lima, presidente do Agro Indígena Nacional, a autonomia dos povos originários passa obrigatoriamente pela produção. Ela defende que o modelo de “mineração com propósito” deve ser sucedido pelo plantio de cacau no reflorestamento. “O apoio ao dr. Marcio Welder é o reconhecimento de que o povo Cinta Larga está pronto para ser protagonista da sua própria riqueza, transformando áreas de mineração em pomares de ouro negro (cacau)”, afirma.
A Articulação no MAPA com Roldão Lima
No âmbito governamental, a presença de Roldão Lima, membro da executiva do MAPA, traz o peso institucional necessário para a viabilidade técnica do projeto. Sua atuação tem sido fundamental para desburocratizar o acesso das comunidades indígenas às tecnologias de plantio e crédito agrícola. O MAPA vê no projeto de reflorestamento com cacau um modelo replicável para todo o país, unindo recuperação ambiental e exportação de commodities de alto valor agregado.

A visão jurídica e sustentável de Marcio Welder
O advogado Marcio Welder Ferreira, figura central na articulação jurídica da etnia Cinta Larga, tem trabalhado para que a transição entre a extração mineral e o plantio de cacau ocorra sem vácuos legais.
Recuperação imediata: O plano prevê que, à medida em que frentes de mineração sejam concluídas, o reflorestamento com cacau seja iniciado imediatamente, reconhecendo a visão da presidente do Agro Indígena Nacional.
Sustentabilidade de longo prazo: O cacau foi escolhido por sua capacidade de coexistir com a floresta nativa, gerando renda por décadas após o fim das jazidas minerais.

”A decisão do ministro Flávio Dino nos deu a base legal. Agora, com o apoio da Elisangela Lima e do Roldão Lima, temos a base produtiva. Estamos provando que o desenvolvimento e a preservação não são excludentes”, destaca o advogado dos Cinta Larga, Marcio Welder.
Impacto no cenário nacional
A união dessas forças sinaliza ao mercado internacional que o Brasil encontrou uma via para a exploração mineral em terras indígenas que respeita a ecologia. O cacau produzido sob essas condições carrega um “selo de origem” único, atraindo investidores interessados em ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa).
Com o respaldo do STF e a força do Agro, o território Cinta Larga deixa de ser um ponto de conflito para se tornar o maior laboratório de bioeconomia do país.


