terça-feira, fevereiro 17, 2026
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    Agro Indígena Nacional, MAPA e o Jurídico apoiam projeto de Cacauicultura no Território Cinta Larga

    Aliança Estratégica: a extração de diamantes deve estar aliado ao desenvolvimento sustentável

    Com a exploração, deve ser iniciado o reflorestamento na Terra Indígena Cinta Larga

    ​Porto Velho – O cenário econômico e ambiental das terras indígenas em Rondônia ganha um novo contorno com a consolidação de uma parceria histórica. O Agro Indígena Nacional, sob a liderança da presidente Elisangela Lima, e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), representado pelo executivo Roldão Lima, formalizaram apoio integral ao projeto de reflorestamento e produção de cacau juntamente com Marcio Welder Ferreira, advogado do povo Cinta Larga.

    ​A iniciativa surge como a resposta prática e sustentável à decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que autorizou a extração mineral regulamentada no território. O objetivo é claro: garantir que a mineração seja apenas o primeiro passo para uma economia perene e regenerativa.

    O Protagonismo de Elisangela Lima e o Agro Indígena Nacional

    ​Para Elisangela Lima, presidente do Agro Indígena Nacional, a autonomia dos povos originários passa obrigatoriamente pela produção. Ela defende que o modelo de “mineração com propósito” deve ser sucedido pelo plantio de cacau no reflorestamento. “O apoio ao dr. Marcio Welder é o reconhecimento de que o povo Cinta Larga está pronto para ser protagonista da sua própria riqueza, transformando áreas de mineração em pomares de ouro negro (cacau)”, afirma.

    ​A Articulação no MAPA com Roldão Lima

    ​No âmbito governamental, a presença de Roldão Lima, membro da executiva do MAPA, traz o peso institucional necessário para a viabilidade técnica do projeto. Sua atuação tem sido fundamental para desburocratizar o acesso das comunidades indígenas às tecnologias de plantio e crédito agrícola. O MAPA vê no projeto de reflorestamento com cacau um modelo replicável para todo o país, unindo recuperação ambiental e exportação de commodities de alto valor agregado.

     A visão jurídica e sustentável de Marcio Welder

    ​O advogado Marcio Welder Ferreira, figura central na articulação jurídica da etnia Cinta Larga, tem trabalhado para que a transição entre a extração mineral e o plantio de cacau ocorra sem vácuos legais.

    ​Recuperação imediata: O plano prevê que, à medida em que frentes de mineração sejam concluídas, o reflorestamento com cacau seja iniciado imediatamente, reconhecendo a visão da presidente do Agro Indígena Nacional.

    ​Sustentabilidade de longo prazo: O cacau foi escolhido por sua capacidade de coexistir com a floresta nativa, gerando renda por décadas após o fim das jazidas minerais.

    ​”A decisão do ministro Flávio Dino nos deu a base legal. Agora, com o apoio da Elisangela Lima e do Roldão Lima, temos a base produtiva. Estamos provando que o desenvolvimento e a preservação não são excludentes”, destaca o advogado dos Cinta Larga, Marcio Welder.

    Impacto no cenário nacional

    ​A união dessas forças sinaliza ao mercado internacional que o Brasil encontrou uma via para a exploração mineral em terras indígenas que respeita a ecologia. O cacau produzido sob essas condições carrega um “selo de origem” único, atraindo investidores interessados em ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa).

    ​Com o respaldo do STF e a força do Agro, o território Cinta Larga deixa de ser um ponto de conflito para se tornar o maior laboratório de bioeconomia do país.

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