O marido da prefeita Valéria Garcia era contratado pelo vereador, e conforme o MP ajudou a celebrar o contrato irregular
Denunciado, o vereador partiu para cima da Polícia, citando o delegado Júlio César. Após nota do Sindicato dos Delegados, Combate arregou e disse que não tinha generalizado
O Ministério Público do Estado pediu a condenação do vereador de Porto Velho, Marcos Combate (Agir); da prefeita de Pimenteiras do Oeste, Valéria Garcia (União Brasil); e ainda do marido da prefeita, Sérgio Alves. Os três teriam fraudado licitação no valor de R$ 1,1 milhão para a execução de serviços terceirizados na prefeitura.
De acordo com o MP, a prefeitura iniciou um processo licitatório, mas o cancelou dois meses depois. O blog Entrelinhas conta com suas palavras que então chegou o vereador Marcos Combate. O contratado dele era o marido da prefeita. E a prefeita decidiu fazer uma contratação emergencial da empresa do combate. Pisoteou a lei das licitações.


O MP cita que foi assinado um contrato de R$ 898.409,70. Três dias depois o valor foi aditivado em R$ 200.792,52. A equipe do blog não entendeu a razão do valor quebrado, de R$ 792,52. Os R$ 200 mil não eram suficientes para o bando, quer dizer, para a execução do serviço? Tinha que ter R$ 792,52 a mais?
Na investigação do MP é citado que Marcos Combate conduziu a cotação de preços. Uma das empresas cotadas não possui sede física, tendo como endereço um local onde funcionam duas outras empresas, pertencentes a Alexandre Figueiredo Ramos, primo de Marcos Combate.


O MP cita que o endereço da segunda empresa, a Companhia de Engenharia, simplesmente não existe. Assim, o Ministério Público pediu a condenação dos três envolvidos no suposto crime.
Aparentemente Marcos Combate se irritou com a apresentação da denúncia do MP e resolveu dar uma de doido, partindo para cima da Polícia e do delegado Júlio César. O Sindicato dos Delegados divulgou uma nota dura, dizendo que Júlio César não está investigando o vereador, pois exerce função administrativa no Ipam, na prefeitura de Porto Velho.

Diante da nota, Combate arregou. Discursou na Câmara dizendo que não era nada daquilo. Ficou pior. Deveria ter sido macho para aguentar a rebordosa e admitido que falou mal do delegado Júlio César. No sindicato além de continuarem bravos com ele, agora também acham que ele é arregão.


